Comunidade Ásia-Pacífico: Crianças cambojanas com cardiopatia congênita ganham nova chance de vida por meio do projeto Mekong apoiado pela China

5 de abril de 20264 min de leitura
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Comunidade Ásia-Pacífico: Crianças cambojanas com cardiopatia congênita ganham nova chance de vida por meio do projeto Mekong apoiado pela China

Profissionais de saúde examinam saúde cardíaca de estudantes de uma escola primária em Kampot, Camboja, em 2 de abril de 2026. (Xinhua/Wu Changwei)

Kampot, Camboja, 3 abr (Xinhua) -- Phou Lika, estudante de 10 anos de uma escola primária no sudoeste do Camboja, ficou um pouco chocada na quinta-feira depois que médicos do projeto Mekong de cuidados cardíacos infantis, apoiado pela China, realizaram uma missão de diagnóstico cardíaco em sua escola e descobriram que ela tinha cardiopatia congênita (CC) desde que nasceu.

Usando uniforme escolar comum, composto por uma camisa branca e uma saia azul, Lika parece pálida, magra e cansada. Ela apresenta sintomas como lábios azulados, cansaço extremo durante atividades físicas e falta de ar, mas não sabia que tinha cardiopatia congênita porque seus pais nunca a levaram para fazer exames cardíacos devido à pobreza.

Lika disse estar feliz por receber tratamento gratuito após o diagnóstico.

"Estou um pouco chocada, mas corajosa por enfrentar isso", disse ela à Xinhua. "Confio que os médicos vão tratar minha doença".

Médicos chineses examinam saúde cardíaca de estudante de uma escola primária em Kampot, Camboja, em 2 de abril de 2026. (Xinhua/Wu Changwei)

Lika acredita que o projeto de cuidados cardíacos infantis do Mekong proporcionará a ela uma nova vida saudável após o tratamento.

"Quero agradecer aos médicos chineses e cambojanos por tratarem crianças cambojanas gratuitamente", disse ela.

Lançado em 30 de março, o projeto está sendo implementado pelo Instituto Mekong, em estreita parceria com os Ministérios da Saúde do Camboja e do Laos, com apoio técnico do Hospital Fuwai, vinculado à Academia Chinesa de Ciências Médicas.

Com duração prevista até 2027, o projeto deverá alcançar cerca de 50.000 crianças, apoiar o tratamento de pelo menos 70 crianças e capacitar mais de 235 profissionais de saúde no Camboja e no Laos.

Touch Khun, vice-diretor do Hospital de Amizade Camboja-China Preah Kossamak, disse que a detecção precoce e o diagnóstico adequado são essenciais para salvar a vida de crianças nascidas com cardiopatia congênita.

"Visitamos quatro escolas primárias na província de Kampot nesta quinta-feira pela manhã e constatamos que duas crianças têm cardiopatia congênita", disse ele à Xinhua.

Khun disse que os pacientes serão tratados no Hospital de Amizade Camboja-China Preah Kossamak, em Phnom Penh, ou no Hospital Fuwai, na China, dependendo do quadro clínico.

"A triagem, o diagnóstico e o tratamento de crianças com cardiopatia congênita desde o nascimento são gratuitos", disse ele. "Este projeto é crucial para salvar a vida de crianças cambojanas".

Long Chanpheaktra, representante do departamento de saúde escolar da Secretaria de Educação, Juventude e Esportes da província de Kampot, disse estar satisfeita com a implementação do projeto na província.

"Este projeto é muito importante para a saúde das crianças em todo o país, incluindo as da província de Kampot, pois as que tiverem problemas cardíacos receberão o tratamento adequado de médicos qualificados", disse ela à Xinhua.

Uma médica chinesa examina saúde cardíaca de estudante de uma escola primária em Kampot, Camboja, em 2 de abril de 2026. (Xinhua/Wu Changwei)

Sorn Saron, diretor da Escola Primária Hun Sen Wat Troeuy Koh, na cidade de Kampot, onde Lika foi diagnosticada com cardiopatia congênita, disse estar muito feliz com a visita da equipe médica da China para examinar a saúde cardíaca de professores e estudantes no Camboja.

"Este projeto de divulgação é muito importante porque, às vezes, os pais não sabem se seus filhos têm cardiopatia congênita ou não. Assim, quando os médicos examinam o coração das crianças, eles confirmam isso", disse ele à Xinhua.

Ele expressou sua sincera gratidão à China pelo financiamento do projeto, que é fundamental para salvar a vida de crianças com cardiopatia congênita no país do Sudeste Asiático.

Sok Chour, assessor do Ministério da Saúde do Camboja e vice-diretor-geral de saúde, disse que é estimado que o Camboja tenha entre 3.000 e 4.000 crianças nascidas anualmente com cardiopatia congênita.