(Xinhua/Mao Siqian)
Shenzhen, 1º mai (Xinhua) -- À meia-noite, 24 toneladas de maçãs sul-africanas tornaram-se o primeiro lote de importações a entrar na China no âmbito de uma iniciativa histórica, à medida que o país ampliou o tratamento de tarifa zero a todos os 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas. Essa política entrou em vigor a partir de 1º de maio.
A remessa, liberada rapidamente pelos funcionários da alfândega de Shenzhen nas primeiras horas da sexta-feira, tem como destino supermercados e mercados atacadistas em todo o país. Para essas maçãs sul-africanas, a alíquota tarifária caiu de 10% para zero, fortalecendo sua competitividade de preço no mercado chinês.
"Isso é um benefício real", disse Luo Shengcong, gerente geral da Shenzhen Kin Shing Yip International Agent Co., Ltd., acrescentando que o lote atual de mercadorias trará uma economia tarifária de cerca de 20 mil yuans (US$ 2.929).
A partir de 1º de dezembro de 2024, a China implementou o tratamento de tarifa zero para os países menos desenvolvidos que estabeleceram relações diplomáticas com a China, incluindo 33 países africanos menos desenvolvidos.
A nova medida de tarifa zero é mais um passo importante que injetará um forte impulso na cooperação comercial e de investimentos entre a China e a África, bem como no desenvolvimento da África.
A China tem sido o maior parceiro comercial da África por 17 anos consecutivos, com o comércio bilateral atingindo um recorde de US$ 348 bilhões em 2025.
Este ano marca o 70º aniversário das relações diplomáticas entre China e África. Guo Xueyan, funcionário da Administração Geral das Alfândegas, observou que, em meio a uma onda de protecionismo do comércio global, o reforço das políticas de tarifas zero pela China para as nações africanas simboliza a verdadeira essência do multilateralismo.

(Xinhua/Mao Siqian)

(Xinhua/Mao Siqian)

(Xinhua/Mao Siqian)


